MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Dilma foi torturada? Eu não acredito!

Os 5 cavaleiros do apocalipse latino-americano


por Félix Maier

(Publicado em Usina de Letras e no Mídia Sem Máscara em 22/5/2012)

O general Luiz Eduardo Rocha Paiva, em entrevista à jornalista Miriam Leitão, em março de 2012, colocou em dúvida a afirmação de Dilma Rousseff, antiga terrorista da VAR-Palmares, de que tenha sido torturada, como ela já afirmou inúmeras vezes. Eu também tenho dúvidas a respeito. Afinal, por que acreditar em uma mentirosa compulsiva, como Dilma? 

A propósito, a foto distribuída à imprensa, quando Dilma compareceu ao tribunal militar, mostra uma garota sapeca, em pleno vigor físico e nada lembra que tenha sofrido maus tratos quando esteve confinada na Torre das Donzelas...

Por que eu afirmo que Dilma é uma mentirosa compulsiva? Vejamos.

Quando Dilma era Chefe da Casa Civil, postou no site daquele órgão uma mentira, de que tinha concluído cursos de mestrado e doutorado na Unicamp. Denunciada pela revista Piauí e pelos jornais, a mentira foi rapidamente apagada do site.

Quando surgiram as denúncias sobre o uso indiscriminado dos cartões corporativos, em que a petralhada fez a festa - teve até um ministro, o da tapioca esportiva, que fez uso do LullaCard para comprar aquele quitute -, a Casa Civil elaborou um dossiê anti-FHC e Dona Ruth (esposa de FHC), para colocar todos no mesmo nível, como são de praxe as ações dos petralhas. Inicialmente, Dilma disse que valores de "suprimento de fundos" haviam sido pedidos pelo TCU. Como este órgão desmentiu a maracutaia petista, Dilma disse que se tratava apenas de um "banco de dados" interno - embora tenha sido divulgado aos quatro ventos, para todo o Brasil tomar conhecimento.

Outra mentira de Dilmandona foi o caso da secretária da Receita Federal, Lina Vieira, que foi chamada à Casa Civil por Dilma, para "acelerar" as investigações que estavam sendo feitas contra um filho de José Sarney. Dilma afirmou que a secretária nunca esteve no Palácio. Quando a imprensa solicitou informações sobre filmagens das câmaras de vigilância do Palácio, o então chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, disse que não havia back up, que as imagens haviam sido apagadas.

O sistema de segurança e vigilância do Palácio do Planalto, criado em 2004, custou em torno de R$ 4 milhões - segundo me informou um militar que lá trabalhou -, e está diretamente subordinado ao GSI, sem interferência da rede de informática do Palácio, para evitar acesso indevido ao sistema. Esse sistema de vigilância é muito potente, podendo gravar durante 6 meses, ininterruptamente, sem necessidade de back up para reutilização das unidades gravadoras. A pergunta básica é: por que não foram preservadas as imagens, para futuras auditorias - e para, no caso, comprovar quem estava mentindo? Este fato funesto prova que o general não trabalhou em prol da República brasileira, mas em favor de um partido político, o do Mensalão e de tantos atos criminosos, que acabou elegendo a atual presidente.

O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI/CODI, de São Paulo, dá um importante testemunho sobre terroristas que dizem que foram torturados:

“Onde estão esses depoimentos originais? Estão todos no Superior Tribunal Militar, no processo de cada um desses presos. Qualquer pessoa bem intencionada que leia os depoimentos, facilmente vai chegar à conclusão de que aqueles documentos [manuscritos pelos presos] nunca foram redigidos enquanto o autor estivesse sendo torturado, ou sob pressão. A maneira como a pessoa descreve, como escreve; a letra, a letra firme, a maneira como aborda as questões. (...) Depois, ele ia para o inquérito policial, no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), e confirmava o que havia dito no DOI. Posteriormente, era levado para a Auditoria. Na Auditoria, negava tudo. Negava e, se lembrado do que declarara antes, no DOI, alegava que falava sob tortura. E por que faziam isso? Bom, primeiro, porque na Auditoria procuravam negar, é claro, para ver se a pena que iriam receber não seria tão grande. Segundo, tinham que justificar perante a esquerda, perante seus companheiros por que, no interrogatório do DOI, haviam entregado a organização, denunciado seus companheiros, confessado a localização dos seus aparelhos. E, terceiro, porque tinham certeza de que jamais seriam reconhecidos. Não conseguimos nunca testemunhas oculares. Assaltavam bancos, os bancários viam, sabiam quem eram, mas, quando chamados, não os reconheciam, não sabiam de nada, por quê? Porque os primeiros bancários que fizeram o reconhecimento foram assassinados; ameaçados, sabiam que todos aqueles que reconhecessem os assaltantes teriam o mesmo destino. Nunca mais ninguém neste País quis depor contra os terroristas. (...) Bem, como conclusão a respeito da tortura, posso dizer que a mídia explora a tortura com estardalhaço e sensacionalismo. Os ex-terroristas procuram justificar o que confessaram, dizendo que falavam sob tortura. Hoje o curriculum vitae de uma pessoa é bastante valorizado quando afirma que foi torturada na época da ditadura, como dizem. Excessos condenáveis devem ter sido cometidos pela repressão, mas foram muito poucos, uma exceção” (História Oral do Exército, 1964, Tomo 5, pg. 228-232).

“Torturador” é, sem sombra de dúvida, a palavra logomáquica mais utilizada pela esquerda brasileira, para satanizar os integrantes das Forças Armadas brasileiras que combateram os terroristas, especialmente o coronel Ustra. Não que a esquerda seja contra a tortura, pois nunca repudiou a tortura ainda existente em Cuba e na China, ou na antiga União Soviética, nem teve remorsos em trucidar a golpes de coronhadas de fuzil o crânio do tenente Alberto Mendes Júnior, da PM de São Paulo. Nem em torturar psicologicamente seus reféns, como o embaixador americano Charles Elbrick. Infelizmente, a tortura é combatida apenas da boca para fora, porque todos os países a utilizam, principalmente em situação de guerra, como os EUA contra os terroristas islâmicos. Aliás, a tortura continua sendo praticada no Brasil, como afirmam relatórios anuais da ONU.

A propósito, vale lembrar que o comunista, advogado e ator Mário Lago, descaradamente, aconselhava todos os esquerdistas que foram presos a dizer que foram torturados. O mesmo esquema ocorre hoje em dia, quando bandidos comuns, mesmo presos em flagrante delito, dizem ao juiz, instruídos pelos advogados, que confessaram o crime sob tortura, para abrandamento da pena. A jornalista Miriam Macedo, no texto “A verdade: eu menti”,  confirma essa prática sistemática da esquerda.

Além de querer alcançar a “hegemonia” em todos os setores da sociedade, pregada por Gramsci, o “fascismo gay” brasileiro quer também ter o monopólio da tortura. Repito o que disse o general Rocha Paiva: por que alguém deve acreditar em Dilma Rousseff, de que foi torturada, se ela é uma mentirosa compulsiva? Eu também não acredito!

E-mail recebido do coronel JR Franco em 22/5/2012:
Prezado amigo Maier:
A Dilma jamais foi torturada. A ação que levou a sua prisão é bem anterior a minha chegada ao DOI, no entanto conheci e convivi com os executores dessa ação. Mantenho contato com eles. Todos juraram de pés juntos que a Dilma, ao cair, levantou os braços e gritou: "não me batam, eu conto tudo". Os indícos e as evidências mostram que foi isso que ocorreu. Os condenados por assalto a banco (o seu caso) recebiam pena básica de 15 anos. Os que não cooperavam recebiam a pena cheia, ou seja, 15 anos ( o Vannucchi, por exemplo...). Os que cooperavam tinham essa pena diminuida. A Dilma foi condenada a dois anos e meio... Logo... Interessante ressaltar que as pessoas são traídas por suas emoções. Todos os seres humanos são pessoas, logo todos são passíveis de serem traídos e cometerem os chamados "atos falhos" que propiciam excelentes indícos para análises. Esses "atos falhos" são buscados pelos analistas de inteligências perspicazes. José Genoino em entrevista ao Correio Braziliense sintetisou: heróis foram os que morreram... Logo quem não morreu não é herói... Ficou vivo porque entregou todo mundo... Essa é a deduzida...
Abraços
Franco
Obs.: "Ao cair" não significa que Dilma caiu no chão levando porrada. Significa apenas que o aparelho onde ela estava escondido foi desbaratado pela polícia ("caiu") e ela foi presa (F. Maier).

Comentário de um leitor sobre o texto em Mídia Sem Máscara:
http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/13083-dilma-foi-torturada-eu-nao-acredito.html
#1 Osvaldo Júnior 22-05-2012 18:29
Dilma Roussef só está onde está porque virou modinha hoje em dia no ocidente mulheres exercendo cargos de poder mesmo todos nós estarmos cansados de saber que quem governa na verdade é sempre um homem.No caso da Dilma quem governa é Lula,José Dirceu e a cúpula do Foro de São Paulo (todos homens).

Dilma por ser uma mulher,sempre será uma pobre vítima,perseguida,torturada,humilhada e etc,mesmo nós estarmos tambem cansados de saber que ela foi uma ativa terrorista ao qual pertenceu a VAR-palmares e fez um monte de atentados e crimes por ai durante toda a sua vida.A esquerda como não é idiota aproveita muito bem desse vitimismo feminino nojento para se fortalecer ainda mais politicamente.


Ai vai um video de Joelmir Beting ao qual sou fã.Apesar de um pouco antigo vale a pena para dar algumas gargalhadas dessa hipocrisia esquerdista de embrulhar o estômago.

http://www.youtube.com/watch?v=C-eY-L2Y3Zs



O texto abaixo, "lipoaspirado" por questão de espaço, foi publicado no jornal Inconfidência, Belo Horizonte, MG, em sua edição número 178, de 31 de maio de 2012:

DILMA FOI TORTURADA? EU NÃO ACREDITO!

* Félix Maier

Vale lembrar que o comunista, advogado e ator Mário Lago, descaradamente, aconselhava a todos os terroristas/comunistas que foram presos a dizer que foram torturados.

A jornalista Mírian Macedo, no texto "A verdade: eu menti", já publicado neste jornal, confirma essa prática sistemática da esquerda.

O general Luiz Eduardo Rocha Paiva, em entrevista na TV, colocou em dúvida a afirmação de Dilma Rousseff, antiga terrorista da VAR-Palmares, de que tenha sido torturada, como ela afirmou inúmeras vezes. Por que acreditar numa mentirosa compulsiva?

Quando Dilma era Chefe da Casa Civil, postou no site daquele órgão uma mentira, de que tinha concluído cursos de mestrado e doutorado na Unicamp. Denunciada pela revista Piauí e pelos jornais, a mentira foi rapidamente apagada do site.

Quando surgiram as denúncias sobre o uso indiscriminado dos cartões corporativos, a Casa Civil elaborou um dossiê anti-FHC. Inicialmente, Dilma disse que valores de suprimento de fundos haviam sido pedidos pelo TCU. Depois, disse que se tratava apenas de um “banco de dados” interno.

Outra mentira de Dilma foi o caso da secretária da Receita Federal, Lina Vieira, que foi chamada à Casa Civil por Dilma, para .acelerar. as investigações que estavam sendo feitas contra um filho de José Sarney. Dilma afirmou que a secretária nunca esteve no Palácio. Quando a imprensa solicitou informações sobre filmagens das câmaras de vigilância do Planalto, o então chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, disse que não havia back up, que as imagens haviam sido apagadas.

O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra dá um importante testemunho sobre terroristas que dizem que foram torturados:

“Na Auditoria, negava tudo. Negava e, se lembrado do que declarara antes, no DOI, alegava que falava sob tortura. E por que faziam isso? Bom, primeiro, porque na Auditoria procuravam negar, é claro, para ver se a pena que iriam receber não seria tão grande.

Segundo, tinham que justificar perante a esquerda, perante seus companheiros por que, no interrogatório do DOI, haviam entregado a organização, denunciado seus companheiros, confessado a localização dos seus aparelhos.

E, terceiro, porque tinham certeza de que jamais seriam reconhecidos. Não conseguimos nunca testemunhas oculares. Assaltavam bancos, os bancários viam, sabiam quem eram, mas, quando chamados, não os reconheciam, não sabiam de nada, por quê? Porque os primeiros bancários que fizeram o reconhecimento foram assassinados; ameaçados, sabiam que todos aqueles que reconhecessem os assaltantes teriam o mesmo destino. Nunca mais ninguém neste País quis depor contra os terroristas" (História Oral do Exército - 1964,Tomo 5).

A propósito, vale lembrar que o comunista e ator Mário Lago aconselhava todos os esquerdistas que foram presos a dizer que foram torturados. Além de querer alcançar a “hegemonia” em todos os setores da sociedade, o petismo quer ter também o monopólio da tortura.

“Torturador” é a palavra logomáquica mais utilizada pela esquerda brasileira, para satanizar os integrantes das Forças Armadas brasileiras que combateram os terroristas. Não que a esquerda seja contra a tortura, pois nunca repudiou a tortura ainda existente em Cuba e na China, ou na antiga União Soviética. Aliás, a tortura continua sendo praticada no Brasil, como afirmam relatórios anuais da ONU.

* Capitão reformado do Exército

NR: Vemos ali Dilma Rousseff, aos 22 anos, em novembro de
1970, quando depunha numa auditoria militar, no Rio. A
imagem está no livro “A Vida quer coragem”, de Ricardo
Amaral, que foi assessor da Casa Civil quando Dilma era
Ministra. Diga sinceramente: tem ela aspecto de que tenha sido
torturada? Se o foi, deve ter sido pelos seus companheiros.
Segundo informe de um ex-chefe de agência do SNI, consta que,
quando foi presa, ela se encontrava muito debilitada
e sofrendo de uma doença contagiosa. Foi medicada
e acompanhada por um médico militar, recuperando
a saúde, graças ao tratamento recebido. (Da Redação)


terça-feira, 19 de junho de 2012

Memorial de Piracema - Nadando contra a corrente


 
 Fascistas do Levante Popular da Juventude agridem militares 
da reserva em frente ao Clube Militar - Rio - 30/3/2012.
Tarso Genro, sucessor do "fascismo guasca" de Olívio Dutra, estava por perto...

Memorial de Piracema - Nadando contra a corrente

Fundação Memorial das Vítimas do Comunismo


Cesare Battisti e Tarso Genro - Terroristas festejam no 
Palácio do Piratini - Fórum Social Mundial, janeiro 2012

Dilma em Cuba, Dilma em casa - 31 de janeiro de 2012

Preâmbulo

Félix Maier

(Publicado originalmente no site Usina de Letras - 27/06/2007

Neste ano, no dia 23 de outubro, os comunistas de todo o mundo irão comemorar os 90 anos da Revolução Russa, o Outubro Vermelho. Para os ideólogos e seguidores da Peste Vermelha, não importa se essa ideologia assassina matou mais de 100.000.000 milhões durante o século XX e continua matando ainda hoje na China, na Coréia do Norte e em Cuba. Importa é manter vivo o fanatismo e a utopia do igualitarismo, que não trouxe igualdade para ninguém, a não ser a igualdade na miséria, como ainda ocorre em Cuba e na Coreia do Norte.

Na Alemanha, os terroristas comunistas do Baader-Meinhoff foram condenados a longos anos de prisão. O mesmo ocorreu com os terroristas italianos das Brigadas Vermelhas. No Brasil, ocorreu o contrário: os terroristas de ontem, em vez de purgarem seus crimes de sangue na prisão, estão cada vez mais leves e soltos, muitos deles ocupando altos postos no governo federal. São tratados pela mídia como heróis nacionais, recebendo estátuas em praças e fornecendo seus nomes para logradouros públicos. Os brasileiros que combateram a Peste Vermelha, ao contrário, são satanizados até hoje, especialmente o Exército Brasileiro, que teve o principal encargo de extirpar o terrorismo esquerdista no Brasil na década de 1970.

Não bastasse essa distorção histórica, na contramão dos tempos atuais, os terroristas e simpatizantes (ou familiares de) tiveram gordas indenizações monetárias, alguns recebendo R$ 1 milhão, R$ 2 milhões, cujo valor total já chega à casa dos R$ 4 bilhões segundo contabilidade feita pela revista Veja em edição de tempos atrás.

A última patifaria cometida por esta República Socialista dos Bandidos foi a promoção post mortem a coronel de carlos lamarca. Sua viúva, maria pavan lamarca, passa a receber o contra-cheque de general-de-brigada, sem nenhum tipo de desconto em folha. Além dessa
piñata mensal, a sra. pavan e seus dois filhos, cláudia e césar, ainda foram brindados com um regalo de R$ 100.000,00 para cada um.

Enquanto Lula, o comandante-em-chefe das Forças Armadas, premia um terrorista comunista, desertor e ladrão de armas do Exército, que deveria ser fuzilado em praça pública por trair a Pátria que jurou um dia defender com o próprio sangue, se necessário fosse, o presidente Bush inaugura em Washington um Memorial das Vítimas do Comunismo.

Triste destino, este da América Latrina, cada vez mais dilapidado e escravizado pela Peste Vermelha, agonizante na Rússia e no Leste europeu, mas que ainda tenta sobreviver neste canto do mundo. 

 

Memorial das Vítimas do Comunismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Memorial das Vítimas do Comunismo
012 2007 Monumentul Victimelor Comunismului.jpg
Informação geral
País  Estados Unidos
Data da construção 12 de junho de 2007 (5 anos)
Estatuto Memorial
Localização
Memorial das Vítimas do Comunismo está localizado em: Estados Unidos da América
Memorial das Vítimas do Comunismo
Localizado na interseção da Avenida Massachusetts e Avenida New Jersey com G Street, NW.
 Distrito de Colúmbia
 Estados Unidos
38° 53' 54.56" N 77° 00' 43.39" W
O Memorial das Vítimas do Comunismo (em inglês: Victims of Communism Memorial) é um monumento localizado na cidade de Washington, nas imediações do edifício do Capitólio.
O objectivo deste memorial encontra-se expresso na sua respectiva inscrição: "Para os mais de cem milhões de vítimas do comunismo e para os que amam a liberdade."
O Memorial das Vítimas do Comunismo foi inaugurado pelo Presidente George W. Bush, no 20.º aniversário do discurso de Ronald Reagan, junto ao Muro de Berlim.

Índice

Historial legislativo

A "Fundação do Memorial das Vítimas do Comunismo", foi instituída em 1994, na sequência da aprovação unânime, a 17 de Dezembro de 1993, da Resolução H.R. 3000 (Secção 905) do Congresso dos Estados Unidos da América, apresentada pelos congressistas californianos Dana Rohrabacher e Tom Lantos; Claiborne Pell, de Rhode Island e Jesse Helms, da Carolina do Norte, sendo posteriormente ratificada pelo presidente Bill Clinton (Public Law 103-199).[1]
Devido ao atraso no processo de criação do memorial, a autorização legislativa foi alargada através da Public Law 105-277 (Secção 326) de 21 de Outubro de 1998, até 17 de Dezembro de 2007, cabendo à "Fundação do Memorial das Vítimas do Comunismo" a responsabilidade inicial pelo financiamento e planeamento da construção do memorial.[2]

A "Fundação do Memorial das Vítimas do Comunismo"

O presidente honorário da Fundação é o antigo chefe de Estado norte-americano George Bush, e entre os seus membros encontram-se vários senadores dos E.U.A.; os académicos Robert Conquest, Paul Hollander, Richard Pipes e R.J. Rummel; os ex-presidentes Guntis Ulmanis, da Letónia; Vytautas Landsbergis, da Lituânia; Lennart Meri, da Estónia; Lech Wałęsa, da Polónia; Emil Constantinescu, da Roménia; Arpad Goncz, da Hungria; Sali Berisha, da Albânia; e Václav Havel, da República Checa, bem como os dissidentes Yelena Bonner e Vladimir Bukovsky, da Rússia; Armando Valladares, de Cuba; e Harry Wu, da República Popular da China.

Concepção artística

Relativamente à concepção artística do memorial, os dirigentes da Fundação consideraram várias hipóteses temáticas:
Por fim, em Novembro de 2005, a National Capital Planning Commission aprovou a proposta artística apresentada pelo escultor Thomas Marsh.[4]
Esta proposta, consistia numa estátua de três metros de altura, réplica em bronze da Deusa da Democracia erigida pelos estudantes chineses, durante o Protesto na Praça da Paz Celestial em 1989, por sua vez inspirada na Estátua da Liberdade e tendo como finalidade "homenagear os mais de 100 milhões de vítimas do comunismo".[5]

Fundamentação do memorial

Estimativa do número de vítimas causadas pelos regimes comunistas
País Anos Vítimas
em milhares
AfghanFlag1980.png República Democrática do Afeganistão 1978-1987 228
Flag of Albania 1946.svg República Popular Socialista da Albânia 1944-1987 100
Flag of Angola.svg República Popular de Angola 1975-1987 125
República Popular da Bulgária 1944-1987 222
Flag of Democratic Kampuchea.svg Camboja Democrático (Khmer Vermelho) 1975-1979 2.035
Flag of Cambodia.svg República Popular do Camboja 1979-1987 230
Flag of the People's Republic of China.svg República Popular da China 1949-1987 61.911
Flag of Cuba.svg República de Cuba 1959-1987 73
Flag of Czechoslovakia.svg República Socialista Checoslovaca 1948-1987 65
República Democrática Popular da Etiópia 1974-1987 725
Flag of East Germany.svg República Democrática Alemã 1948-1987 70
Flag of Grenada.svg Governo Revolucionário Popular de Granada 1983 0,1
República Popular da Hungria 1948-1987 27
Flag of North Korea.svg República Democrática Popular da Coreia 1948-1987 1.663
Flag of Laos.svg República Democrática Popular Lao 1975-1987 56
Flag of the People's Republic of Mongolia (1949-1992).svg República Popular da Mongólia 1926-1987 100
Flag of Mozambique (1975-1983).svg República Popular de Moçambique 1975-1987 198
Flag of Nicaragua.svg República da Nicarágua 1979-1987 5
Flag of Poland corrected.svg República Popular da Polónia 1948-1987 22
Flag of Romania (1965-1989).png República Socialista da Roménia 1948-1987 435
Flag of the Soviet Union.svg União Soviética 1917-1987 35.236
Flag of Vietnam.svg República Socialista do Vietname 1945-1987 1.670
Flag of South Yemen.svg República Democrática Popular do Iémen 1967-1987 1
Flag of SFR Yugoslavia.svg República Socialista Federal da Jugoslávia 1944-1987 1.073
Subtotal 1917-1987 106.267
Guerrilha comunista 1944-1987 4.019
Total 1917-1987 110.286
Relativamente à quantificação do número de vítimas causadas pelos regimes comunistas, os autores do memorial basearam-se nas estimativas apresentadas pelo Livro Negro do Comunismo [6], bem como no cálculo do historiador da Universidade do Havai, R.J. Rummel.[7]
Da lista [8] de crimes dos regimes comunistas destacam-se os seguintes:
  • milhares de vulgares cidadãos da União Soviética acusados de cumplicidade com o "inimigo" e executados no período que precedeu a Segunda Guerra Mundial. Por exemplo, em 1937, cerca de 144.000 pessoas foram detidas, tendo 110.000 sido executadas por suspeita de contactos com cidadãos polacos residentes na União Soviética. Também em 1937, 42.000 pessoas foram executadas por alegados contactos com trabalhadores alemães na U.R.S.S.
  • deportação e extermínio de um quarto da população do Camboja, entre 1975-1978.

Inauguração do memorial


George W. Bush discursando na inauguração do Memorial das Vítimas do Comunismo, em 12 de Junho de 2007.
Na cerimónia de inauguração, em 12 de Junho de 2007, participaram mais de um milhar de convidados, entre os quais, membros do Governo, da Câmara dos Representantes e do Senado dos E.U.A.; representantes das minorias étnicas; diversos dissidentes, como o poeta vietnamita Nguyen Chi Thien, o ex-preso político chinês Harry Wu, ou a lituana Nijolė Sadūnaitė [9]; representantes diplomáticos da Polónia, República Checa, Lituânia, Letónia, Estónia e República da China (Taiwan), bem como os que contribuíram financeiramente para a construção do Memorial.[10]
Durante a cerimónia, o Presidente George W. Bush mencionou algumas das nações que sofreram a repressão dos regimes comunistas:[11]
Cquote1.svg "Incluem-se os inocentes ucranianos mortos à fome por Estaline durante a Grande Fome; ou os Russos mortos nas purgas estalinistas; os lituanos, letões e estonianos transportados em vagões de gado e deportados para os campos da morte árticos do Comunismo Soviético. Incluem-se os chineses mortos no Grande Salto em Frente e na Revolução Cultural; os cambojanos chacinados nos campos da morte de Pol Pot; os alemães de Leste abatidos ao tentarem saltar o Muro de Berlim, em busca da liberdade; os polacos massacrados na Floresta de Katyn; e os etíopes exterminados durante o "Terror Vermelho"; os índios misquitos assassinados pela ditadura sandinista da Nicarágua; e os "balseros" cubanos afogados ao fugirem da tirania". Cquote2.svg
A estátua suscitou fortes críticas da Embaixada da República Popular da China, por invocar os trágicos acontecimentos da Praça da Paz Celestial, sendo por isso considerada um acto de difamação.[12]
O custo aproximado do projecto foi de um milhão de dólares, tendo a comunidade letã dos E.U.A. e doadores particulares do antigo bloco soviético sido os principais financiadores.[13]

Condenação internacional dos regimes comunistas

Diversos países têm condenado os regimes comunistas e prestado homenagem às suas vítimas: Albânia;[14] Bulgária;[15] Camboja;[16] Croácia;[17] Eslováquia;[18] Estónia;[19] Etiópia;[20] Geórgia;[21] Hungria;[22] Letónia;[23] Lituânia;[24] Macedónia;[25] Polónia;[26] República Checa;[27] Roménia;[28] e Ucrânia.[29]
A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa aprovou, em 25 de Janeiro de 2006, uma resolução de condenação dos crimes praticados em nome da ideologia comunista.[30][31][32]
O Parlamento Europeu aprovou, em 22 de Setembro de 2008, a instituição do Dia Europeu da Memória das Vítimas do Estalinismo e do Nacional-Socialismo.[33]

Ver também

Referências

  1. H.R. 3000, The Library of the Congress - Thomas, January 5, 1993
  2. Public Law 105-277, The Library of the Congress - Thomas, October 21, 1998
  3. Meghan Clyne. "D.C. Monument To Be Built In Honor of Victims of Communism", The New York Sun, December 13, 2005.
  4. The Long Marsh-Sculptor Thomas Marsh on the Victims of Communism Memorial, June 12, 2007, National Review Online, (acedido a Junho 14, 2007)
  5. Victims of Communism Memorial Foundation
  6. Stéphane Courtois et al., O Livro Negro do Comunismo - Crimes, Terror e Repressão, Lisboa, 1998, p. 20. ISBN 9725643585
  7. Communist Democide, Democratic Peace, September 6, 2005, (acedido a Junho 13, 2007)
  8. Report-Need for international condemnation of crimes of totalitarian communist regimes, Doc. 10765, Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Dezembro 16, 2005
  9. Monika Bončkutė. Monumento komunizmo aukoms atidarymo iškilmėse - ir kovotojai už Lietuvos laisvę. 2007-06-14
  10. Nicholas Zifcak. "100 Million Victims of Communism Remembered", The Epoch Times, October 2, 2006.
  11. "President Bush Attends Dedication of Victims of Communism Memorial", Office of the Press Secretary, White House, June 12, 2007
  12. Leora Falk. "New DC memorial dedicated to communism's victims", Chicago Tribune, June 12, 2007.
  13. Johanna Neuman. "Memorial honors communism's victims", Los Angeles Times, June 13, 2007.
  14. Parliament adopts the Resolution "On condemnation of crimes committed by the communist regime of Enver Hoxha and his clique in Albania", Parliament of Albania, October 30, 2006, (acedido a Outubro 10, 2007)
  15. Bulgarians Agree to Open Secret Service Archives, By Tatyana Vaksberg, Balkan Investigative Reporting Network, October 12, 2006, (acedido a Outubro 10, 2007)
  16. Cambodia appoints 'killing fields' trial judges, New Zealand Herald, May 05, 2006, (acedido a Outubro 10, 2007)
  17. Croatian parlament officially condemn communist crimes, Croatia Network, July 3, 2006, (acedido a Outubro 10, 2007)
  18. Slovak Republic, Privacy and Human Rights 2003, (acedido a Outubro 11, 2007)
  19. Estonian Parliament Condemns Crimes of Nazi, Soviet Occupiers, Estonian Social Democratic Labour Party, June 19, 2002, (acedido a Outubro 10, 2007)
  20. Mengistu found guilty of genocide, December 12, 2006, BBC News, (acedido a Outubro 10, 2007)
  21. A Monument to the Terror, By Melik Kaylan, Wall Street Journal, September 4, 2007, (acedido a Outubro 10, 2007)
  22. Hungary to Disband Party Militia, New York Times, October 21, 1989, (acedido a Outubro 10, 2007)
  23. Declaration on Condemnation of the Totalitarian Communist Occupation Regime Implemented in Latvia by the Union of Soviet Socialist Republics, 12 May, 2005, Latvijas Republikas Saeima, (acedido a Outubro 11, 2007)
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  26. "Russia should tell the whole truth about the Katyn massacre", Polish Radio, Janeiro 5, 2007, (acedido a Outubro 11, 2007)
  27. MPs agree on compensation for victims of 1968 Soviet-led invasion, By Brian Kenety, Radio Prague, Fevereiro 25, 2005, (acedido a Outubro 10, 2007)
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  29. Ukraine Parliament Votes to Call 1930s Famine Genocide, Spiegel Online, November 29, 2006, (acedido a Outubro 10, 2007)
  30. Resolution 1481 (2006) Need for international condemnation of crimes of totalitarian communist regimes, Council of Europe Parliamentary Assembly, Janeiro 25, 2006, (acedido a Outubro 10, 2007)
  31. PACE strongly condemns crimes of totalitarian communist regimes, PACE News, (acedido a Outubro 10, 2007)
  32. Doc. 10765 Need for international condemnation of crimes of totalitarian communist regimes, Council of Europe Parliamentary Assembly, Dezembro 16, 2005, (acedido a Outubro 10, 2007)
  33. Hitler and Stalin's victims remembered with special day, Parlamento Europeu, Outubro 3, 2008, (acedido a Outubro 29, 2008)

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