MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Planejamento do MST para 2018

Planejamento do MST para 2018

A ferramenta secreta do comunismo

Definitivamente Deus, não era comunista, pois não fez os homens iguais
(Roberto Campos).

Prezados Senhores
Somente o capitalismo e o liberalismo são antídotos para salvar o Brasil desse câncer que é o comunismo. Se o Brasil continuar incentivando o capitalismo de estado (embrião para o comunismo), principalmente através dos créditos direcionados (BNDES, CAIXA, BB) nosso destino já está selado. É uma ferramenta imbatível para a vitória do comunismo. Vejam abaixo o seu crescimento no Brasil entre 2002 e novembro de 2017.
Houve um aumento monstruoso da participação do volume de crédito público, saindo de 38,12% em 2002 para 49,32% em novembro de 2017, crescimento de 29,38%. E o mais grave é que o avanço ocorreu de uma forma desleal e injusta com taxas médias em novembro de 2017 de 9,3% ao ano, enquanto os créditos livres dos bancos privados custaram na média 42,7% ao ano. O que prova o avanço da estatização bancária no Brasil. Pavimentação para estatização total do Brasil e para o comunismo.

***

A ferramenta secreta do comunismo


 Berkeley, na Califórnia, em 27 de agosto. A teoria comunista do materialismo dialético visa incitar o conflito e a luta (Amy Osborne/AFP/Getty Images)
Apesar de se ter falado muito sobre progresso, o século 20 foi o mais violento em toda a história da humanidade, resultando em pelo menos 100 milhões de mortes não naturais, e a maioria esmagadora dessa violência foi causada pelo comunismo, um sistema de crenças que ainda se apossa das mentes de muitos em nossa sociedade.
O comunismo tenta seduzir as pessoas por meio de uma falsa gentileza. Convence as pessoas de que ele representa a tolerância e a consideração pela humanidade, e que pretende conduzir as pessoas à felicidade, mas que essa felicidade só pode ser alcançada depois que um segmento da sociedade seja suprimido ou erradicado.
Embora o uso da censura e da erradicação tenha se tornado uma marca distinta dos sistemas comunistas, a sua promessa de trazer felicidade por meio da destruição de toda a hierarquia social demonstrou ser uma mentira flagrante. O comunismo repetidamente levou à fome, à opressão e ao genocídio. Ainda assim, ele tem significante popularidade.
Para entender por que o comunismo ainda persiste, precisamos entender sua ferramenta mais fundamental de criação de revoluções violentas – convencer as pessoas a se tornarem inimigas umas das outras – e como ele usa essa ferramenta para fabricar questões políticas. Isso dá aos seus seguidores a capacidade de assumirem o controle gradualmente.
Esta ferramenta é a dialética comunista, conhecida como materialismo dialético. A dialética é um método de discurso entre duas partes. O materialismo dialético é usado para formular a visão comunista do mundo, reinterpretando todas as coisas através de uma lente que é absolutamente ateísta e baseada na luta.
O fundador da União Soviética, Vladimir Lenin, descreveu essa visão comunista dialética da verdade, num artigo publicado em junho de 1920 no jornal comunista internacional Kommunismus, como “o que constitui a essência, a alma viva do marxismo, uma análise concreta de uma situação concreta”.
Líderes comunistas, usando a dialética como seu sistema central para analisar problemas, reescreveram a história sob uma nova visão. Eles enfatizaram o estudo da dialética de Lenin e aplicaram-na à história do pensamento, da ciência e da tecnologia humana. O sucessor de Lenin, Joseph Stalin, escreveu em 1938 que “o materialismo dialético é a visão mundial do partido marxista-leninista”.
O papa Pio XII, que mais tarde excomungaria os católicos que professavam a doutrina do comunismo, descreveu a natureza da dialética comunista na encíclica “O comunismo ateísta” em março de 1937.

O papa disse que o materialismo dialético é a ferramenta usada pelos comunistas para “aguçar os antagonismos” entre diferentes partes da sociedade, sob sua crença de que “o conflito que leva o mundo à síntese final pode ser acelerado pelo homem. Daí eles se esforçarem para aguçar os antagonismos que surgem entre as várias classes da sociedade. Assim, a luta de classes com o seu consequente ódio e destruição violenta assume os aspectos de uma cruzada para o progresso da humanidade”.
A dialética comunista, acrescentou ele, também é a ferramenta-chave da natureza violenta nessa ideologia, que defende que qualquer coisa que resista à “violência sistemática” deve ser marcada para a aniquilação.
Discurso entorpecido
As formas tradicionais de dialética, como a dialética socrática, buscam encontrar a verdade por meio de argumentos racionais entre duas partes.
Por outro lado, as raízes do materialismo dialético baseiam-se numa teoria do filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel, mas que foi alterada ao longo da história pelos líderes comunistas, começando por Karl Marx, para se adequarem melhor aos seus objetivos. Em 1908, Lenin escreveu em “Materialismo e Empiriocriticismo” que o termo “materialismo dialético” foi cunhado pelo filósofo comunista checo-austríaco Karl Kautsky e foi popularizado apenas após as mortes de Marx e Friedrich Engels.
A parte central da teoria de Hegel, conforme usado no âmbito do comunismo, é o argumento de que a “contradição leva para frente”. Marx e Engels usaram esse argumento, mas alteraram a teoria de Hegel em geral, primeiro removendo todos os elementos que não se relacionavam com o materialismo, incluindo qualquer coisa relacionada à religião ou moralidade.
Stalin escreveu em 1938, em “Materialismo Dialético e Histórico”, que a única parte que Marx e Engels mantiveram da dialética hegeliana foi seu “núcleo racional” e que deixaram de lado todos os seus ideais morais.
Stalin descreveu essa nova dialética como algo baseado puramente numa rejeição do divino. Ele escreveu que a dialética de Marx descartava as ideias de Hegel de um “espírito universal” ou “consciência” e, em vez disso, considerava a vida como nada mais do que “matéria em movimento”.
Inversão estratégica
Embora a dialética tradicional tenha como objetivo ajudar as pessoas a entenderem as verdades por meio do intercâmbio de ideias variadas, ou ao olhar para ambos os lados de um problema, o materialismo dialético faz o contrário.
Ele examina vários problemas da sociedade e identifica seus opostos polares. Em seguida, ele enquadra esses opostos sob a ótica comunista e repele esses pontos de vista como sendo absolutos e inquestionáveis.
Mao Tsé-tung, o fundador do Partido Comunista Chinês, constituiu ou treinou sua dialética invertendo (ou pervertendo) muitas das crenças religiosas e sociais encontradas nos sistemas orientais.
Ele descreveu isso numa ocasião usando uma visão invertida da teoria taoísta do taiji (ou yin-yang). Nesta teoria ancestral, dois aspectos opostos de um elemento são vistos como complementares e interdependentes (ou harmônicos), de modo que dois podem ser tornar um. Em “Obras Selecionadas de Mao Tsé-tung”, Mao escreveu sobre isso como duas forças opostas, constantemente em conflito mútuo, e que, por meio da dialética comunista, “um se torna dois, dois se tornam quatro”. Em outras palavras, passo a passo, o elemento é dividido.
A descrição de Mao de “um [tornar-se] dois” é o coração da visão revolucionária comunista, com base na ideia de que, ao invés da harmonia, o comunismo pode incitar a luta entre quaisquer elementos tangíveis ou identificáveis, sejam diferenças de raças, classes sociais ou mesmo entre marido e esposa.
Sob a dialética comunista, o objetivo é que as pessoas substituam suas crenças em troca do ateísmo e a harmonia pela luta.
De acordo com o livro “A Espada da Revolução e o Apocalipse Comunista” de Cliff Kincaid, os líderes comunistas concordaram com Lenin que o “núcleo” da dialética era o uso de contradições.
Kincaid escreveu: “Os soviéticos resumiram o núcleo da dialética como uma ‘divisão em opostos’, enquanto Mao Tsé-tung e os ‘trabalhadores da filosofia’ chineses finalmente resumiram todas as complexidades da lógica dialética na expressão ‘um se divide em dois’.”
Kincaid cita Alexander Markovsky, um emigrante russo que estudou o marxismo-leninismo na antiga União Soviética, afirmando: “No mundo do materialismo dialético marxista, a mudança é o produto de um conflito constante entre os opostos, decorrente das contradições internas inerentes a todos os eventos, ideias e movimentos. Portanto, qualquer mudança significativa numa sociedade, de acordo com o marxismo, deve ser acompanhada por um período de revolta.”
O teórico marxista Georgi Valentinovich Plekhanov escreveu em “Dialética e Lógica” em 1928 que a dialética comunista segue três leis: identificar, contrariar e “excluir o meio”.
abordagem de Plekhanov permite que os comunistas fabriquem problemas identificando primeiro qualquer situação com o desenvolvimento material, depois “contradizendo” ou invertendo, e finalmente “excluindo o meio”, levando a uma situação em que apenas dois extremos existam e ignorando a frequente variedade de pontos de vista moderados.
Essa característica de “excluir o meio” é o oposto da sabedoria antiga que é compartilhada entre sistemas de crenças tradicionais, desde Aristóteles a Rumi, e de Sakyamuni a Salomão. Essas teorias tradicionais refletem de perto o que afirmou Lao Tse: “O melhor a seguir é caminho do meio.”
O comunismo baseia-se na ideia de que seus pontos de vista são utópicos e a conclusão final de todo o desenvolvimento. Marx afirmou que a luta levou à evolução social e argumentou que o comunismo era o estágio final. Seu sistema comunista tentou assim incitar a luta para acelerar esse processo, um processo que exigia o fomento do colapso econômico, social e moral.
Para avançar suas causas, ele usa o materialismo dialético para criar sua verdade invertida e promove essas inversões no intuito de criar discórdias e destruir tradições e normas sociais.
A ideia de “excluir o meio” segue a ideia de Lenin de “partidarismo”, ambas baseadas na perspectiva “utópica”. Lenin categorizou todas as pessoas em dois grandes grupos: aqueles que apoiam a revolução comunista e os que não apoiam, além daqueles que não foram marcados para serem destruídos.
Com o materialismo dialético como sua força motriz, os comunistas não recuam. Se o outro lado aceita um compromisso, os comunistas simplesmente ganham terreno, e então continuam a avançar implacavelmente sua agenda enquanto o lado oposto é gradualmente desgastado e perde terreno. Quando a revolução violenta falha, o objetivo do comunismo é primeiro exigir “tolerância”, então “aceitação” e finalmente forçar sua “adoção/incorporação”.
Durante esse processo, todos os que se opõem são vilificados com rótulos políticos, o que permite serem atacados por aliados comunistas. Este é o coração do conceito de “politicamente correto” formulado por Mao em 1957 e sua pressão contínua para estabelecer uma visão moral alternativa baseada nos objetivos políticos do regime comunista, com a inversão dialética das questões desde seus fundamentos.
Uma visão de mundo negativa
A visão comunista do mundo, e todas as questões contempladas sob essa perspectiva, são constituídas por meio da inversão, com o materialismo dialético como ferramenta para identificar as inversões.
Sob sua dialética, a percepção comunista é de negatividade generalizada. Ela pretende alterar a percepção de todas as questões de uma pessoa para que qualquer um que siga sua doutrina interprete as questões por meio de suas inversões e adote o caminho dessas inversões.
Para entender isso, é preciso um pouco de experiência no assunto.
Todos nós temos percepções diferentes do mundo que nos rodeia. Duas pessoas que olham para o mesmo evento podem interpretá-lo de diversas formas, com base em suas percepções moldadas por sua cultura, experiência, educação e crenças.
O comunismo trabalha para mudar as percepções de uma pessoa e incutir uma “visão de mundo comunista”, que usa o materialismo dialético para inverter as normas sociais e adotar o negativo como sua postura.
Segundo Kincaid, a dialética comunista fabrica a luta contra as normas sociais usando contradições, segundo o princípio comunista da “luta dos opostos”.
Em termos dos objetivos do comunismo – a revolução para derrubar à força toda a hierarquia, tanto social como espiritual – Kincaid diz que, para que o comunismo assuma o poder, seus conceitos invertidos devem destruir as percepções que anteriormente existiam numa sociedade. Devido à forma como o materialismo dialético opera e a maneira como ele identifica quais são os pontos que os comunistas se opõem e quais defendem, as questões e as políticas dos movimentos comunistas podem variar muito de país para país.
Kincaid cita “The Penkovsky Papers” de Oleg Penkovsky em 1965 para descrever quão radicalmente diferente era o pensamento entre pensadores dialéticos soviéticos e pensadores não dialéticos.
Penkovsky disse que se alguém apresentasse o mesmo conjunto de informações a generais nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e na União Soviética, “o estadunidense e o inglês talvez pudessem chegar à mesma conclusão… mas o general soviético chegaria a conclusões radicalmente diferentes dos outros dois”.
Isto porque Penkovsky disse que, para o comunista, “o processo lógico de sua mente é totalmente diferente do dos seus homólogos ocidentais, porque ele usa a dialética marxista, enquanto os outros usarão alguma forma de raciocínio dedutivo”.
Uma ideologia obscura
Uma das principais mudanças que Marx e Engels fizeram na dialética de Hegel para construir sua dialética comunista foi remover todos os elementos espirituais. No entanto, se analisássemos o materialismo dialético do ponto de vista da antropologia, esta revelaria uma crença obscura e destrutiva.
Os métodos de inversão na dialética comunista não são novos. A abordagem da inversão para criar entendimentos alternativos é um fundamento central das práticas ocultas obscuras que formam suas crenças invertendo interpretações e percepções de práticas tradicionais.
O conceito de inversão foi detalhado pelo Centro de Pesquisa do Terrorismo em seu livro de 2016, “Blood Sacrifices: Violent Non-State Actors and Dark Magico-Religious Activities,” editado por Robert J. Bunker, um ex-consultor na Academia do FBI na Virgínia em 2015 e professor-adjunto de pesquisa no Instituto de Estudos Estratégicos da Escola de Guerra do Exército dos EUA. O termo “mágico” neste caso refere-se à percepção e intenção por trás das atividades cerimoniais.
Ele afirma que “nós, como espécie, não percebemos a realidade objetiva, mas sim uma série de esquemas simbólicos limitados, mediados e interligados que nós, como indivíduos, assumimos como sendo ‘realidade’.”
Ele afirma que nossas percepções da realidade podem ser alteradas por meio de sistemas externos, relacionados a como interpretamos o significado de questões, eventos ou objetos como sendo “símbolos” dentro do “ciclo de significado” de nossas próprias ideologias.
Dentro desse sistema, a ideia de “magia criminal” relacionada às intenções e à percepção é descrita como sendo a percepção promovida dos problemas que “atua como uma visão de mundo que se opõe à visão socialmente dominante”.
Por exemplo, algo que se opõe à visão de mundo religiosa incluirá informações que violam as opiniões da religião sobre o que é certo e o que é errado, e as acusações podem incluir “roubo de crianças, assassinato ritual e canibalismo, e o culto do ‘mal’”.
Se o conceito fosse aplicado às visões políticas de mundo, afirma ele, o elemento “magia criminal” normalmente se centra em torno da “ruptura da ordem social, uma profanação da ‘tradição’ ou ‘história’, e a derrubada da moral social”.
A forma mais importante e “perigosa” disso, afirma, é “a que inverte os componentes essenciais da própria visão de mundo com o objetivo específico de ganhar domínio e poder por meio do medo e do terror… Esta magia criminal de tipo 2 é referida por muitos ocultistas como o Caminho da Mão Esquerda.”
O “Caminho da Mão Esquerda” relaciona-se estreitamente aos métodos dialéticos comunistas para alcançar a revolução.
Ele afirma que o Caminho da Mão Esquerda degrada seus próprios membros para se tornarem “peões a serem manipulados, usados e descartados”. Vemos isso, por exemplo, nos chamados “idiotas úteis” que ajudam os regimes comunistas a conquistarem o poder, apenas para serem marcados para a morte sob o comunismo.
O Caminho da Mão Esquerda também encoraja seus seguidores a se tornarem “sociopatas de fato“, os quais vemos sob a rejeição comunista da moral e sua crença em fomentar o sofrimento humano para avançar em seus objetivos.
É de se notar que, se não for controlado, o Caminho da Mão Esquerda “põe em perigo a sobrevivência de toda a sociedade e sua visão de mundo” por meio da sua degradação intencional da confiança nas visões de mundo existentes e trabalhando para conter e destruir aqueles que se opõem às suas visões de mundo.
Natureza da ferramenta dialética comunista
A natureza da dialética comunista, com suas inversões ideológicas e revoluções do Caminho da Mão Esquerda, levaram muitos escritores a apontarem suas semelhanças com o satanismo, que, em suas formas originais, trabalhava invertendo a moral e as cerimônias do cristianismo e do catolicismo.
De acordo com “Marx e Satanás” de Richard Wurmbrand, um dos traços da magia negra é a inversão dos nomes, e “as inversões em geral permearam toda a maneira de pensar de Marx que ele as usou por toda parte. Ele respondeu ao livro de Proudhon ‘A Filosofia da Miséria’ com outro livro intitulado ‘A Miséria da Filosofia’. Ele também escreveu: ‘Ao invés de usarmos a arma da crítica, temos de usar a crítica das armas.’”
O que o autor estava observando era a dialética comunista em ação, com seus traços de inversão. Mas o autor também estava certo sobre a natureza da técnica, algo que, de fato, está profundamente enraizado nas práticas do Caminho da Mão Esquerda, que seriam definidas como “demoníacas” segundo a perspectiva religiosa.
Marc Tyrell, antropólogo simbolista e coautor de “Blood Sacrifices“, disse via e-mail que costuma descrever a teoria marxista para seus alunos como “a última grande heresia cristã, já que ela inverte muitas das estruturas míticas do cristianismo”.
Ele acrescentou, no entanto, que “seu estilo operacional na verdade precede o cristianismo”, e que a ideologia comunista pode ser rastreada até ideologias ocultistas obscuras mais antigas.
De acordo com Tyrell, as ideias de “bem” e “mal” não são necessariamente binárias, uma vez que as percepções de ambos mudarão de acordo com as visões sociais e religiosas e de mundo de uma pessoa. No que diz respeito às diferenças entre Caminho da Mão Direita e Caminho da Mão Esquerda, ele disse que isso se refere mais claramente às posições polares, como “Ordem e Caos”, “Lei e Anarquia” e “Previsibilidade e Incerteza”.
Suas descrições do Caminho da Mão Esquerda, disse ele, referem-se a um “envenenamento do caos, da anarquia e da incerteza; a evocação e manipulação proposital dessas reações para ganhos pessoais”. De uma perspectiva espiritual, “isso pode destruir completamente a alma das pessoas que fazem isso”, disse ele.
“O Camboja é provavelmente o melhor exemplo” de um sistema do Caminho da Mão Esquerda, disse ele, referindo-se ao governo comunista do Khmer Vermelho, que matou cerca de um terço da população do país. Mas ele acrescentou: “Podemos encontrar exemplos similares em praticamente todos os países comunistas.”
Ricardo Bergamini
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segunda-feira, 13 de março de 2017

De “Ditadura” e de “Torturadores”

segunda-feira, 13 de março de 2017

De “Ditadura” e de “Torturadores”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira
 
31 de março de 1964. Uma distância temporal de cinquenta e três anos nos separa do “golpe” desfechado pelos militares e das “torturas” que passou a sofrer o povo brasileiro.
 
No recanto do lar, chamado “aparelho”, Dilma “Estela” distraía-se no papel de guerrilheira e assaltava bancos para fugir da monotonia das tardes ociosas. Ela e parceiros eram meros interpretantes de roteiros idealistas, coincidentemente representados lá fora.
 
Tudo ficção. Não matavam, não explodiam ninguém, não faziam “justiçamento”. O sequestro do embaixador americano foi apenas uma tomada de cena para filme da Metro. O assassinato do capitão americano, Charles Rodney Chandler, também uma encenação. Só que ele se surpreendeu com a participação forçada e saiu de cena ali mesmo, na frente da mulher e dos filhos. Da mesma forma, o Tenente Mendes Júnior se deu mal por não saber que o tema do filme era ‘Traição’.
 
A explosão que levou aos ares o soldado Mário Kozel Filho foi resultado de excesso de realismo dos jovens estudantes na interpretação dos seus papéis. O mesmo entusiasmo já havia detonado o Aeroporto de Guararapes. O problema é que os militares levavam muito a sério essas representações juvenis, por não terem senso de humor, devido à rígida disciplina da caserna.
 
Uma coisa não se pode negar: foram anos terríveis de “tortura” aqueles da “ditadura”!
 
Era tão intensa que afetou o raciocínio lógico pelos tempos afora. Como poderia escolher, justamente ele, Presidente Médici, Patrono de minha cadeira na Academia Brasileira de Defesa? Uma teoria, lida em algum lugar, afirmava ser possível a atração da pessoa torturada pelo torturador. Quem sabe se não foi o meu caso?
 
Esse mesmo “ditador”, de radiozinho de pilha ao ouvido, achou de ser também Patrono de minha Turma no CLMN, na ESG. Quanta coincidência! Nesse mesmo ano de 2010, despediram-se da AMAN os aspirantes, de que Turma? “Presidente Médici”, ora!
 
Mas Jobim, o então complexado “general”, nem se referiu a ele, estragando a festa alheia. A retirada indignada do convidado, Roberto Médici, filho do Presidente, fez-se imediata.
 
Foram tempos tão sombrios, que se podia sair à rua com joias; assistir à sessão da meia-noite nos cinemas da Cinelândia e da Tijuca. Depois, uma absurda passagem tranquila pela lanchonete próxima, antes do retorno a casa, lá pela madrugada. Era uma infâmia não sermos assaltados! Que decepção não haver gangues de “dimenores” e nem leis de proteção aos “coitadinhos”. Eram tempos sem “oprimidos”. Horríveis presidentes, aqueles!
 
São difíceis de resumir tantas torturas sociais e econômicas. Quer algo mais doloroso do que a criação do PIN (Programa de Integração Nacional) culpado pela construção da ponte sobre o Rio São Francisco, em Propriá-Colégio, ligando o Nordeste ao Centro-Sul? Inadmissível! E que dizer do PROVALE, programa especial para esse mesmo rio, hoje tão beneficiado pela lama planaltina que atingiu suas águas, transformando-o numa estrada de areia? Que ousadia, na época da “ditadura”, considerarem “rio da unidade nacional”!
 
Que dizer então do PRÓ-RURAL, proteção social ao homem do campo e do PRODOESTE, que expandiu as fronteiras agrícolas, se defender a pátria brasileira é vender aos estrangeiros as terras férteis, produtivas e as ricas em minerais? E para que retornar aos tempos tenebrosos da construção da hidroelétrica de Itaipu com enorme potencial hidráulico e energético que não se imaginava ainda?
 
Também não se imaginava que os grandes patriotas Lula e Dilma “Estela” (Olha ela aí!) concordassem em aumentar o valor pago pelo Brasil ao excedente que o Paraguai não consome. Isso, sim, é nacionalismo dos bons, e não o que fizeram ao País os “ditadores” militares.
 
Como vemos, Médici, em evidente abuso de autoridade, ia criando órgãos que beneficiavam a Nação. Desastroso isso! Mas ele não se detinha no seu “sanguinário” governo: outras “torturas” praticou e que deixaram marcas profundas na vida do contribuinte.
 
O FGTS, o PIS e o PASEP foram chicotadas nas costas do trabalhador. Como um “ditador” tinha o atrevimento de pensar no povo, coisa impensável na pauta dos atuais governantes democratas? Por que não se preocupou, apenas, em melhorar a vida de seu vigoroso grupo de “torturadores”, milicos truculentos? Até hoje o povo exibe as marcas dessa tortura infame ao continuar recebendo o rico dinheirinho desses desumanos fundos sociais lá na Caixa Econômica. Realmente, fomos muito torturados!
 
Médici foi o responsável, ainda, por aplicar graves atos de absolutismo na Educação.
 
No seu destempero usual, criou a Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado), concedendo aos professores pesquisadores o direito à bolsa do CNPq ou da CAPES, mensalmente depositada nas suas contas. Não sei por que esses professores das Universidades públicas não vieram a público criticar com veemência tal violência no ensino superior! E que dizer da criação do MOBRAL? Um acinte!
 
Acrescente-se a esses atos de “sadismo” já citados, a dos outros “ditadores” militares, como a criação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), ridiculamente eficiente e mais ridiculamente citada como modelo. E a construção da Ponte General Costa e Silva (Rio-Niterói)?
 
É um absurdo ser bem-construída, sem desabar, sem superfaturamento. Isso é contra o bom senso, gente! Como puderam os brasileiros admitir tal abuso! Como ousaram tanto esses “ditadores” que não pagavam propinas aos engenheiros e as obras eram entregues no prazo? Impossível aceitar uma coisa dessas e ficar em silêncio!
 
Por essas razões expostas, cumprimento os militares de hoje, mesmo que não tenham sido os “torturadores” de ontem, desejando que venha nova “ditadura” militar e que os novos “torturadores” encham nossos ouvidos com os sons das pancadas das obras que levarão o Brasil ao topo novamente.
 
O 31 de março de 1964, queiram ou não os iconoclastas, faz parte da História cívico-político-militar, e não é um ébrio nem uma celerada e nem um engomadinho empertigado que apagarão o fato, os nomes dos protagonistas que puseram o Brasil em pé, com a cara ao vento. 
 
Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da ABD. Membro do CEBRES.

Obs: Deixa de ser tonto! Deixa de ser pombinha ingênua comendo milho estragado das mãos dos esquerdopatas! Acesse Memorial 31 de Março de 1964 e se informe sobre o assunto! F. Maier
www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=12991&cat=Ensaio

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A esquerda quer também o monopólio da tortura

A esquerda quer também o monopólio da tortura

roO PT nunca se posicionou contra as torturas praticadas em países comunistas, como Cuba, porque este país é governado por um sistema totalitário que lhe serve de modelo.

Tortura: “Suplício ou tormento violento infligido a alguém” (Dicionário Aurélio).

Aprovada após o episódio ocorrido na Favela Naval, em São Paulo, quando policiais foram filmados batendo em pessoas paradas em uma barreira policial, a Lei nº 9.455, de 7/4/1997, afirma que tortura é: 1) constranger alguém com uso de violência ou ameaça grave, causando-lhe dano físico ou mental para obter declaração ou confissão, provocar ação ou omissão de crime ou discriminar por raça ou credo; 2) submeter alguém sob sua guarda ou autoridade a intenso sofrimento físico ou mental, para aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo; 3) o crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia; 4) a pena é de reclusão, em regime fechado, de dois a oito anos; se houver morte, a pena é dobrada para até 16 anos; aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, deve ser condenado de um a quatro anos de prisão.
Os métodos de tortura incluem: 1) choque elétrico: aplicado nas orelhas, na boca, no nariz, nos seios, na genitália (normalmente, na posição “pau-de-arara”); 2) pau-de-arara: a pessoa torturada fica com os pés e braços amarrados junto aos tornozelos, presa a uma barra de ferro, ficando pendurada como um frango assado; 3) espancamento: pode ser com barras de ferro, paus ou toalhas molhadas; pode ser o chamado “telefone” (tapas com as mãos abertas sobre os ouvidos) ou, ainda, o “corredor polonês”, em que a vítima passa por duas fileiras de pessoas para sofrer espancamento; 4) afogamento: o “banho chinês” era feito em pias, baldes, vasos sanitários, latas, ou derramando água pelo nariz em vítima no “pau-de-arara”; o afogamento cubano incluía o “submarino”: “Por exemplo, Orestes Pérez, 28 anos na prisão, camponês do Escambray, sofreu o ‘submarino’. Preso em Topes de Collantes, lhe atavam a uma corda com uma pedra, o lançavam a uma lagoa perto e quando estava se asfixiando o tiravam da água” (“A tortura na Cuba dos Castro). 5) asfixia: feita com sacos de plástico enfiados na cabeça da vítima; 6) “pimentinha”: um magneto produzia baixa voltagem e alta amperagem, para dar choque elétrico em presos; era acondicionada em uma caixa vermelha, daí o nome de “pimentinha”; 7) tortura chinesa: perfuração com objetos pontiagudos embaixo da unha; outra forma de tortura chinesa, durante a Revolução Cultural, era arrancar os testículos e pênis do torturado, assá-los e comê-los na frente da vítima; 8) geladeira: o preso era colocado nu em ambiente de baixíssima temperatura; no local, havia ainda a emissão de sons muito altos, dando a impressão de estourar os ouvidos; 9) insetos e animais: os presos sofrem ameaças de cães, cobras, jacarés, baratas, além de drogas e sevícias sexuais; 10) produtos químicos: o torturado recebia soro de pentotal sódico, substância que fazia o preso falar, em estado de sonolência; ou era jogado ácido no rosto do preso, fazendo a pessoa inchar; 11) queimaduras: com cigarro, charuto ou isqueiro, incluíam queimaduras de seios e órgãos genitais; 12) cadeira de dragão: cadeira forrada com metal, ligada a fios, onde o preso era amarrado para receber descargas elétricas; 13) fuzilamentos simulados junto a pessoas executadas; 14) empalação: “suplício antigo, que consistia em espetar o condenado em uma estaca, pelo ânus, deixando-o assim até morrer” (Dicionário Aurélio); uma variante de empalamento era a “cadeira de Judas”, instrumento metálico em forma de pirâmide.

Durante a ditadura de Saddam Hussein, no Iraque, além de descargas elétricas nos genitais, até chamuscá-los, eram utilizados os seguintes métodos de tortura: morsas para perfurar os ossos, golpes de barras de ferro no estômago e nas costas, dissolução de pés e mãos em ácido sulfúrico - alguns tinham o corpo inteiro dissolvido.

Segundo Olavo de Carvalho, “o requinte soviético foi que os candidatos a empalamento não foram escolhidos entre empaladores em potencial, mas entre padres e monges, para escandalizar os fiéis e fazê-los perder a confiança na religião, segundo a meta leninista de extirpar o cristianismo da face da terra”.

“Durante esses anos (Grande Terror), cerca de 10% da vasta população da Rússia foi triturada pela máquina penitenciária de Stálin. (...) Igrejas, hotéis, casas de banho e estábulos transformaram-se em prisões; dezenas de novas prisões foram construídas. (...) A tortura era usada numa escala que até os nazistas mais tarde achariam difícil igualar. Homens e mulheres eram mutilados, olhos arrancados, tímpanos perfurados; as pessoas eram enfiadas em caixas com pregos espetados e outros dispositivos perversos. As vítimas eram muitas vezes torturadas diante de suas famílias” (JOHNSON, 1994: 254).

“Os testemunhos dos sobreviventes, os samizdat, os relatos filtrados no breve período de degelo falam de três tipos peculiares de tortura: a stroika, a isca e a cilha. A stroika é um suplício que o policial pratica simplesmente mantendo durante horas sua vítima ereta de encontro a uma parede, sempre na ponta dos pés, até o seu colapso. A isca consiste em atar as mãos e os pés do infeliz atrás das costas, e suspendê-lo depois no ar, de cabeça para baixo, com epílogo idêntico se ele não confessa. A cilha é mais refinada, é um meio de convencimento que se realiza alternando a cada dia os policiais que se comprazem nesta tarefa, de prolongar por horas e horas o interrogatório do acusado, que se vê privado de alimento e do sono até que se decida a falar” (GHIRELLI, 2003: 42).

No Brasil, a tortura existiu durante os governos militares, como garante o general Adyr Fiúza de Castro, em depoimento constante do livro Os anos de chumbo - a memória sobre a repressão, de Maria Celina d’Araújo e outros, Editora Relume-Dumará, RJ, 1994. Porém, segundo o general Fiúza, “80% das arguições de tortura e de maus tratos dos subversivos presos eram devidos a informações e a instruções dos advogados visando à redução das penas, isto é, a denúncia desse estigma foi industriada como instrumento de pressão psicológica sobre os militantes, para que não se deixassem prender, e orquestrada para dar-lhe uma conotação institucional, ou seja, para disseminar a crença de que se tratava de uma posição intencionalmente assumida pelo governo, o que de fato não ocorreu” (AUGUSTO, 2001: 339-340). “Infelizmente, os homens de ação - ao contrário dos intelectuais - não podem anular ou apagar das lembranças as suas atitudes, pedindo simplesmente que todos esqueçam o que eles escreveram, disseram ou fizeram” (idem, pg. 341, sobre a tortura e o “esqueça o que escrevi” de FHC).

O ex-ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves, diz o mesmo: “A tortura existiu, eu nunca neguei isso, ‘numa ponta de linha’, às duas horas da manhã, fora do controle, quando duas pessoas entravam em choque ou se digladiavam. Entretanto, ela nunca foi política, nem norma, nem ordem dos escalões superiores” (HOE/1964, Tomo 1, pg. 93-4).

“Como eles eram processados pela Justiça Militar publicamente, com direito à ampla defesa, todos eles, instruídos por advogados, passaram a declarar em juízo que as confissões - mesmo não apenas assinadas, mas escritas de próprio punho - tinham sido obtidas sob tortura” (Gen Div Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 8, pg. 101). Exatamente como fazem, ainda hoje, os bandidos comuns, a exemplo dos acusados pela morte do ex-prefeito petista Celso Daniel.

Cabe uma pergunta: a presidente Dilma Rousseff foi de fato torturada, como já afirmou diversas vezes, ou foi apenas instruída pelo advogado para mentir e atenuar sua pena quando foi presa? O general Rocha Paiva, em entrevista na televisão, em 2012, afirmou não acreditar em Dilma, de que foi torturada. Afinal, quem já foi pega várias vezes na mentira, não merece crédito: caso do diploma falso da Unicamp de Dilma postado no site da Casa Civil; caso do dossiê anti-FHC e Dona Ruth, mandado fabricar na Casa Civil depois que estourou o escândalo do “Lulacard” (cartões corporativos), a qual inicialmente disse que era a pedido do TCU e, quando esse órgão desmentiu, Dilma disse que se tratava apenas de um “banco de dados” da Casa Civil; caso da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, a qual afirmou que foi chamada à Casa Civil para concluir rapidamente uma auditoria sobre as empresas da família Sarney, e Dilma diz que ela nunca esteve lá. Quando inquirido pela imprensa se havia fitas gravadas sobre a ida de Lina Vieira ao Palácio do Planalto, o então chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, disse que as imagens haviam sido apagadas. Das duas, uma: ou o general estava mentindo (as imagens existiam), ou mandou apagar as imagens, para preservar Dilma Rousseff. Seja o que houve, o general deixou de servir à República para beneficiar a petista, que depois se tornaria presidente do Brasil.

A propósito, um oficial do Exército me confidenciou que, em 2004, foi instalado um sistema de segurança e vigilância no Palácio do Planalto, ao custo de R$ 4 milhões. O sistema, que consegue gravar imagens durante seis meses seguidos, sem necessidade de apagamento das imagens devido à sua enorme capacidade de armazenamento, fica diretamente subordinado à Casa Militar (antigo GSI), não ao serviço de informática do Palácio.

“A mentira, aliada à tortura, além de tema desprezível da guerra psicológica, virou meio de vida dos mais ignóbeis, meio de fortuna vil, de subversivos e advogados defensores de direitos humanos de bandidos, com as indenizações miraculosas oferecidas pelos governos esquerdistas que nos têm governado, desde Fernando Henrique Cardoso, com a lei 9.140/95” (Gen Div Agnaldo Del Nero Augusto, em “Tortura: tema de Guerra Psicológica”, site Mídia Sem Máscara, 13/11/2006). A propósito, vale lembrar que o comunista, advogado e ator Mário Lago, descaradamente, aconselhava todos os esquerdistas a mentir que foram torturados, em qualquer situação.

A respeito do assunto, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI/CODI do então II Exército, dá seu depoimento: “Onde estão esses depoimentos originais? Estão todos no Superior Tribunal Militar, no processo de cada um desses presos. Qualquer pessoa bem intencionada que leia os depoimentos, facilmente vai chegar à conclusão de que aqueles documentos [manuscritos pelos presos] nunca foram redigidos enquanto o autor estivesse sendo torturado, ou sob pressão. A maneira como a pessoa descreve, como escreve; a letra, a letra firme, a maneira como aborda as questões. (...) Depois, ele ia para o inquérito policial, no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), e confirmava o que havia dito no DOI. Posteriormente, era levado para a Auditoria. Na Auditoria, negava tudo. Negava e, se lembrado do que declarara antes, no DOI, alegava que falava sob tortura. E por que faziam isso? Bom, primeiro, porque na Auditoria procuravam negar, é claro, para ver se a pena que iriam receber não seria tão grande. Segundo, tinham que justificar perante a esquerda, perante seus companheiros por que, no interrogatório do DOI, haviam entregado a organização, denunciado seus companheiros, confessado a localização dos seus aparelhos. E, terceiro, porque tinham certeza de que jamais seriam reconhecidos. Não conseguimos nunca testemunhas oculares. Assaltavam bancos, os bancários viam, sabiam quem eram, mas, quando chamados, não os reconheciam, não sabiam de nada, por quê? Porque os primeiros bancários que fizeram o reconhecimento foram assassinados; ameaçados, sabiam que todos aqueles que reconhecessem os assaltantes teriam o mesmo destino. Nunca mais ninguém neste País quis depor contra os terroristas. (...) Bem, como conclusão a respeito da tortura, posso dizer que a mídia explora a tortura com estardalhado e sensacionalismo. Os ex-terroristas procuram justificar o que confessaram, dizendo que falavam sob tortura. Hoje o curriculum vitae de uma pessoa é bastante valorizado quando afirma que foi torturada na época da ditadura, como dizem. Excessos condenáveis devem ter sido cometidos pela repressão, mas foram muito poucos, uma exceção” (HOE/1964, Tomo 5, pg. 228-232).

“Torturador” é, sem sombra de dúvida, a palavra logomáquica mais utilizada pela esquerda brasileira, para satanizar os integrantes das Forças Armadas brasileiras que combateram os terroristas, especialmente o coronel Ustra, recentemente falecido. Não que a esquerda seja contra a tortura, pois nunca repudiou a tortura ainda existente em Cuba, na Coreia do Norte e na China, ou na antiga União Soviética, nem teve remorsos em trucidar a golpes de coronhadas de fuzil o crânio do tenente Alberto Mendes Júnior, da PM de São Paulo. Nem em torturar psicologicamente seus reféns, como o embaixador americano Charles Elbrick.  Infelizmente, a tortura é combatida apenas da boca para fora, porque todos os países a utilizam, principalmente em situação de guerra. Todos os anos, a ONU se pronuncia sobre a tortura existente no Brasil, principalmente nos presídios. E os governos, de Collor a Dilma, fingem que não é com eles.

A lógica dos torturadores tem princípio utilitarista, doutrina de Jeremy Bentham, para quem “a coisa certa a fazer é aquela que maximizará a utilidade” (SANDEL, 2012: 48). Ainda que Bentham e os utilitaristas não tenham aprovado a tortura, a lógica dos torturadores é que, em muitos casos, muitas vidas poderão ser salvas se o prisioneiro for obrigado a revelar nomes, de modo que atos terroristas possam ser abortados. “O argumento do ex-vice-presidente Richard Cheney de que o uso de técnicas de interrogatório ‘severas’ contra membros da Al-Qaeda suspeitos de terrorismo ajudou a impedir outro ataque terrorista como o das Torres Gêmeas baseia-se nessa lógica utilitarista” (idem, pg. 52).

“Quando Paul Aussaresses, já reformado fazia tempo, coordenador do serviço secreto francês em Argel em 1957, publicou suas memórias em 2001 e se vangloriou de ter executado argelinos pessoalmente, a Anistia Internacional exigiu do governo francês uma investigação. Aussaresses declarou que François Mitterrand, que era ministro socialista do Interior na época, estava completamente a par das torturas e execuções perpetradas pelos soldados franceses na Argélia” (FISK, 2007: 716).

O PT nunca se posicionou contra as torturas praticadas em países comunistas, como Cuba, porque este país é governado por um sistema totalitário que lhe serve de modelo. Quando a presidente Dilma criou a Comissão Nacional da Verdade, em vez de mandar apurar as violações contra os direitos humanos cometidos por ambos os lados – dos militares e dos terroristas, como preconizava a lei que ela mesma assinou – os “comissários do povo” se ativeram apenas à demonização dos militares. Classificaram 377 agentes de Estado como “torturadores”, incluindo todos os presidentes militares, mas nenhum terrorista torturador de esquerda. Isso prova que além de querer alcançar a “hegemonia” em todos os setores da sociedade, pregada por Gramsci, o atual governo quer também exercer o monopólio da tortura.

Bibliografia:
AUGUSTO, Agnaldo Del Nero. A Grande Mentira. Bibliex, Rio, 2001.
FISK, Robert. A Grande Guerra pela Civilização - A Conquista do Oriente Médio. Planeta, São Paulo, 2007 (Tradução de Sandra Martha Dolinsky).
GHIRELLI, Antonio. Tiranos - De Hitler a Pol Pot: Os homens que ensanguentaram o século 20. DIFEL, Rio, 2003 (Tradução de Giuseppe D’Angelo & Maria Helena Kühner).
JOHNSON, Paul. Tempos Modernos - O mundo dos anos 20 aos 80. Bibliex e Instituto Liberal, Rio, 1994 (Tradução de Gilda de Brito Mac-Dowell e Sérgio Maranhão da Matta).
MOTTA, Aricildes de Moraes (Coordenador Geral). História Oral do Exército - 1964 - 31 de Março - O Movimento Revolucionário e sua História. Tomos 1 a 15. Bibliex, Rio, 2003.
SANDEL, Michael J. JUSTIÇA - O que é fazer a coisa certa. Civilização Brasileira, Rio, 2012 (Tradução de Heloísa Matias e Maria Alice Máximo).

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